O Freemium como tática de marketing no ambiente off-line

Quando o custo marginal de produzir algo tende a zero, a melhor estratégia é ofertá-lo de graça antes que a concorrência o faça. Isso seria possível no ambiente off-line ou o freemium funciona apenas como tática de marketing nesse ambiente?

Deixando de lado o modelo de negócios “com a presença de grátis intrínseca ao produto” e passando para estratégia de marketing utilizando o “grátis”, temos cases de sucessos desde o século XX.

Como exemplo podemos citar a Gillette, que no livro de Anderson (Free – The Future of a Radical Price) é abordada como uma das pioneiras na estratégia de usar produto grátis como isca.

A Gillete não foi a única empresa a se aproveitar da tática de dar algo de graça para ganhar com venda recorrentes de produtos complementares, temos também empresas que fabricam impressoras. Elas não ofertam de graça a impressora, porém subsidiam seu valor, podendo até vender abaixo do custo de produção para poder ganhar depois com venda de tintas, as quais tem altas margens de lucro devido às barreiras conquistada pela vantagem competitiva da formação de rede de clientes usando a impressora produzida pela mesma.

Telefonias muitas vezes dão o aparelho de telefone de graça na contratação de um plano de fidelidade de serviços por um determinado tempo. A indústria de vídeo-games não dá o aparelho mas subsidia produtos, que tecnicamente seria dar algo de graça ao consumidor, pelo fato de estar vendendo abaixo do custo de produção. Tanto a Sony quanto a Microsoft subsidiam o valor de seus video games para ganhar com efeito de rede.

O Efeito de rede

Quanto mais usuários melhor para a formação da rede, assim ganham na venda de serviços e também com comissões das vendas de jogos. Sem uma rede não teria vendas abundantes e consequentemente não haveria nem empresas interessadas em produzir jogos para tais plataformas, e sem jogos não haveria interesse de consumidores a comprar o video-game.

Outra prática que se beneficia do grátis, pelo fato de gerar demanda, mas na qual não encaixa como tática freemium, é o frete grátis. Nesse caso o consumidor só teria acesso a essa oferta gratuita, obrigatoriamente comprando outro produto, essa obrigação de compra excluiu a ideia proposta por este estudo.