Information Goods e o Custo Marginal Zero

Em um mercado competitivo o preço cai para o custo marginal (Anderson 2009). Para entender melhor o conceito de Anderson, podemos analisar o que Varian (1995-1998) determinou, como Information Goods (IG). De acordo com ele, IG é tudo aquilo que pode ser digitalizado e uma importante característica do mesmo é que eles são caros (relativamente) de se produzir porém barato de se reproduzir.

Varian adiciona que IG é a informação tratada como um bem – objeto econômico de transação. Ele vai além e argumenta que precificar o produto de acordo com seu custo marginal não faz sentido nesse contexto, já que o custo marginal será quase zero (insignificante) e dessa forma não teria como a empresa obter retornos sobre o investimento. Ao invés disso, o preço teria que basear no valor subjetivo do produto.

O que Varian teorizou continua válido, no entanto apareceu um novo ambiente de negócio: a Internet. Nunca existiu um mercado tão competitivo quanto a internet, portanto o espaço mais propícios para que o freemium se espalhe como modelo de negócios. Nela é possível utilizar o custo marginal (zero) e ainda sim obter lucros.