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Freemium Startups Parte XII (Final)
Como startups devem utilizar o Freemium


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Não há dados suficientes para dizer que o freemium é o melhor modelo ou tática para todas as startups, porém podemos notar que quando se tem um produto que pode ser digitalizado, atuando em um mercado altamente competitivo, e que tem possibilidade de viralizar com features virais e obter ganhos diretos e indiretos com efeito de rede, o freemium torna se o modelo de negócios mais eficaz para otimizar a captação e retenção de usuários. Caberá a empresa com esse modelo identificar oportunidades para monetizar com essa base de usuários formado.

E quando a startup oferta um experience good mais sofisticado, e o mesmo tenha efeito de rede ausente ou moderado, a melhor estratégia, para otimização dos lucros futuros, é a utilização do freemium como tática de marketing (Free trial ou Produtos alternativos).

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Freemium Startups Parte XI:
Difusão Viral de um Produto Freemium


Nem toda startup em seu estágio inicial conta com altos investimentos para ser gasto com publicidade. E a maioria adota a metodologia lean nessa fase, e nessas condições o modelo freemium tem conquistado espaço em diversos segmentos por proporcionar a difusão do produto com baixos custos.

Um experimento aleatório de larga escala realizado por Aral e Walker (2010), evidencia que o design/engenharia do produto pode de fato ter impacto na influência entre pares, os quais alavancam a difusão do produto. Criar featuresvirais embutidas no produto pode aumentar o contágio social. No experimento elas foram divididas de acordo com a capacidade viral da transmissão da mensagem, sendo ou active-personalized ou passive-broadcast. Quando ambos estão presentes, a capacidade de viralização do produto aumenta em até 400%, comparado com um produto que não tenha nenhuma forma de contágio embutida no produto. Figura 8 mostra a diferença, apontada por Aral, entre a rede de um produto com features virais e outra sem as mesmas.

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Freemium Startups Parte IX:
Information Goods


Em um mercado competitivo o preço cai para o custo marginal (Anderson 2009). Para entender melhor o conceito de Anderson, podemos analisar o que Varian (1995-1998) determinou, como Information Goods (IG). De acordo com ele, IG é tudo aquilo que pode ser digitalizado e uma importante característica do mesmo é que eles são caros (relativamente) de se produzir porém barato de se reproduzir.

Varian adiciona que IG é a informação tratada como um bem – objeto econômico de transação. Ele vai além e argumenta que precificar o produto de acordo com seu custo marginal não faz sentido nesse contexto, já que o custo marginal será quase zero (insignificante) e dessa forma não teria como a empresa obter retornos sobre o investimento. Ao invés disso, o preço teria que basear no valor subjetivo do produto.

O que Varian teorizou continua válido, no entanto apareceu um novo ambiente de negócio: a Internet. Nunca existiu um mercado tão competitivo quanto a internet, portanto o espaço mais propícios para que o freemium se espalhe como modelo de negócios. Nela é possível utilizar o custo marginal (zero) e ainda sim obter lucros.

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